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Trump diz que EUA venceriam rapidamente se guerra com Irã for retomada

 

Presidente americano disse a bordo do Air Force One que as forças já venceram militarmente e que teriam muitas formas de obter vitória



O presidente americano, Donald Trump, disse nesta quarta (8), a bordo do Air Force One, que os Estados Unidos venceriam rapidamente se a guerra com o Irã for retomada. O comentário foi feito enquanto Trump respondia perguntas de repórteres a bordo da aeronave presidencial.

"Nós acabamos de atingi-los com muita força. E eu diria que os atingimos em uma proporção de 20 para 1. Cada vez que eles nos atingirem, nós vamos atingi-los 20 vezes. E foi isso o que fizemos ontem à noite. Eles [Irã] fizeram algo pequeno hoje, mas foi realmente uma retaliação pelo que aconteceu ontem à noite", informou Trump.

O Republicano acrescentou que Teerã atingiu três embarcações na terça-feira (7) e "quando eles atacam, nós respondemos de forma mais dura".


Trump diz não saber se os ataques significam um retorno a um conflito militar em larga escala, mas destacou que os EUA têm muitas maneiras pelas quais poderiam vencer [a guerra], e que, na verdade, as forças americanas já venceram militarmente.

O presidente americano informou ainda, que os iranianos haviam ligado para ele para fazer um acordo, mas que não tem certeza se eles são dignos de um acordo.

"Eles [iranianos] têm muito pouco sobrando, e querem tanto fazer um acordo, que ligaram há pouco tempo. Eles querem muito fazer um acordo. Eu simplesmente não sei se eles são dignos de fazer um acordo. Não sei se eles vão cumprir o acordo. Esse é o problema" respondeu Trump. "Eles estão um pouco fora de controle, mas querem muito fazer um acordo", concluiu.


Se o Irã voltar a querer conversar, o Trump vai conversar’, afirma especialista


A retomada dos ataques entre os Estados Unidos e o Irã criou ainda mais incertezas sobre um acordo definitivo para uma paz permanente. Segundo negociadores de ambos os lados, havia a tentativa de transformar o memorando de entendimento em um fim concreto do conflito, mas o presidente Donald Trump afirmou que não quer mais lidar com os iranianos.

Em conversas com os repórteres na cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), o presidente Trump declarou que os iranianos são a “escória”, e ainda ressaltou que é uma perda de tempo lidar com um país “liderado por doentes”.


O principal comando militar conjunto do Irã condenou os ataques norte-americanos e ameaçou uma resposta “esmagadora” em caso de novas ofensivas dos Estados Unidos, além do retorno do fechamento do estreito de Ormuz.

, o especialista em segurança e estratégia internacional Ricardo Cabral analisou a situação. “Eu tenho certeza de que, se o Irã voltar a querer conversar, o Trump vai conversar”, argumenta. Porém, enquanto isso não acontece, as perspectivas, segundo o especialista, não são nada boas.

“Há uma expectativa de que, caso o Irã opte por retomar as hostilidades, haja um duplo fechamento. De um lado, [o estreito de] Ormuz e, do outro, [o estreito de] Bab el-Mandeb. Esses dois estreitos fechando é um problema sério, muito sério. Paquistão, Egito e Turquia estão conversando com o Irã para acalmar a situação e tentar retomar a conversa. Agora o problema é convencer os americanos de que isso vale a pena”, analisa.

Cabral também menciona uma cisão interna no Irã, entre a Guarda Revolucionária, que quer a guerra, e grupos mais moderados, que preferem o diálogo, como o mercado, que no Irã recebe o nome de “bazar”. Há interesses divergentes envolvidos.

“Até porque um acordo com os americanos tem várias propostas na mesa. De abertura do mercado iraniano para empresas americanas... Ou seja, os Estados Unidos não estão querendo propor só o fim da guerra, o fim do programa nuclear, mas, de alguma forma, trazer o Irã de novo para a comunidade internacional, trazê-lo de novo para o Ocidente”, ressalta.

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